Os corruptos que reclamam
Fantasma tem medo de claro?
14 de abril de 2040
O caminho do parque
Declaração do papa sem humildade
Antes de tudo, gostaria de entender qual é o Evangelho que estas pessoas conhecem. Se são códigos de conduta, se é um livro ou uma opinião do Olavo de Carvalho, se é uma interpretação literal do Código de Direito Romano, ou mesmo uma interpretação adaptada à finalidade que se deseja. Ainda pode ser frases ou textos de santos conservadores, mas não é o Evangelho de Cristo.
Muitas pessoas ainda não entendem que precisamos nos configurar ao Evangelho e não o Evangelho a nós. Que se sou mais conservador que o Evangelho, que morra o conservador que há em mim, da mesma maneira que morra o mais progressista que há em mim, se não estiver conforme a Palavra. Se eu sou demasiadamente tradicionalista a ponto de só receber em minha casa as pessoas que eu quero, que isso morra! Cristo recebia a todos!
Uma coisa que me decepciona é que, mesmo eu fazendo tudo para transmitir a face de Cristo ao mundo, alguns ignorantes vêm me excomungar. Tenho ajuda de muitas pessoas, inclusive do maior teólogo vivo, o Papa Bento XVI, e tem gente corrigindo tudo que eu falo. Que tenha a minha idade, seja pelo menos bispo e tenha estudado tudo que eu estudei. Além do mais, que tenha o auxílio do Espírito Santo tanto quanto eu tenho, se quiser vir me criticar! Muitas vezes pode estar criticando ao próprio Espírito ou a vontade de Deus.
Além do mais, que não me venham comparar com papas da Idade Média, por favor. Naquele o tempo o papa era um rei, hoje eu tenho que ser um pobre servidor, menor do que qualquer cristão. Tanto é, que recebo críticas absurdas de uns pirralhos que nunca sequer conversaram comigo na vida. Nunca conversaram, não me conhecem, e tem a coragem de imputar aos meus atos intenções que seriam de um traidor da Igreja. Se já não fosse demais, deturpam minhas intenções e se julgam imunes a qualquer acusação de juízo temerário.
Vá fazer um ato de caridade! Vá beijar um doente! Veja um milagre acontecendo nas suas próprias mãos! Viva com simplicidade e não procure sempre a fama! Rebaixe a cabeça mesmo quando você é a maior autoridade na Terra. Tenha paciência com pessoas que sempre fazem interpretação errada do que você diz! Em resumo, antes de vir me criticar, faça ao menos metade do que eu faço, e só com um pulmão!
Tome muito cuidado, porque algumas vezes em vez ser uma pessoa altiva com uma forte opinião própria que defende com páginas e páginas, atacando pessoas que simplesmente não dizem o que você quer que ela diga, você pode estar sendo, na verdade, um simples perseguidor.
Toma minha bênção, para ver se a coisa melhora.
Papa Chico.
A alma vendida do povo brasileiro
O alinhamento diametral
Je suis nazareno
Desvario hipnótico
Bateu as palmas das mãos uma só vez, para que ela acordasse e ele visse o resultado.
Morro pela minha vida
O Livro e a América
Pra crescer, criar, subir,
O Novo Mundo nos músculos
Sente a seiva do porvir.
— Estatuário de colossos —
Cansado doutros esboços
Disse um dia Jeová:
"Vai, Colombo, abre a cortina
"Da minha eterna oficina...
"Tira a América de lá".
Qual Tritão descomunal,
O continente desperta
No concerto universal.
Dos oceanos em tropa
Um — traz-lhe as artes da Europa,
Outro — as bagas de Ceilão...
E os Andes petrificados,
Como braços levantados,
Lhe apontam para a amplidão.
"Tudo marcha!... Ó grande Deus!
As cataratas — pra terra,
As estrelas — para os céus
Lá, do pólo sobre as plagas,
O seu rebanho de vagas
Vai o mar apascentar...
Eu quero marchar com os ventos,
Corn os mundos... co'os
firmamentos!!!"
E Deus responde — "Marchar!"
>
"Marchar! ... Mas como?... Da Grécia
Nos dóricos Partenons
A mil deuses levantando
Mil marmóreos Panteon?...
Marchar co'a espada de Roma
— Leoa de ruiva coma
De presa enorme no chão,
Saciando o ódio profundo. . .
— Com as garras nas mãos do mundo,
"Marchar!... Mas como a Alemanha
Na tirania feudal,
Levantando uma montanha
Em cada uma catedral?...
Não!... Nem templos feitos de ossos,
Nem gládios a cavar fossos
São degraus do progredir...
Lá brada César morrendo:
"No pugilato tremendo
"Quem sempre vence é o porvir!"
Filhos da Grande nação!
Quando ante Deus vos mostrardes,
Tereis um livro na mão:
O livro — esse audaz guerreiro
Que conquista o mundo inteiro
Sem nunca ter Waterloo...
Eólo de pensamentos,
Que abrira a gruta dos ventos
Donde a Igualdade vooul...
Dessas que descem de além,
O sec'lo, que viu Colombo,
Viu Guttenberg também.
Quando no tosco estaleiro
Da Alemanha o velho obreiro
A ave da imprensa gerou...
O Genovês salta os mares...
Busca um ninho entre os palmares
E a pátria da imprensa achou...
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto
As almas buscam beber...
Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe — que faz a palma,
É chuva — que faz o mar.
Largo — abris às multidões,
Pra o batismo luminoso
Das grandes revoluções,
Agora que o trem de ferro
Acorda o tigre no cerro
E espanta os caboclos nus,
Fazei desse "rei dos ventos"
— Ginete dos pensamentos,
— Arauto da grande luz! ...
Fecundando a multidão! ...
Num poema amortalhada
Nunca morre uma nação.
Como Goethe moribundo
Brada "Luz!" o Novo Mundo
Num brado de Briaréu...
Luz! pois, no vale e na serra...
Que, se a luz rola na terra,
Deus colhe gênios no céu!...
Castro Alves
A força motriz da vida
Eu, brasileiro, bipolar
Sobre a igualdade
Porque o Brasil ama Lula
A reforma que realmente precisamos
A mente de boa parte da população brasileira está ludibriada, ilusionada por esta possibilidade de reforma política. Creem ser a solução de todos os problemas pátrios, a tranca do baú do tesouro que é o Brasil contra os piratas da corrupção. Será que já não temos bons dispositivos na lei? Ou, se são ineficazes, será que vai resolver alguma coisa?
A primeira pergunta é: Quem são os corruptos no Brasil? São os políticos? São os professores? São os policiais? São os juízes? Os advogados? Os promotores? Os médicos? Quem são os corruptos?
Na escola, são os alunos, que fazem trabalhos copiados, que colam na prova, que compram monografias. Nas ruas, são os motoristas que furam a fila de carros, que ultrapassam pelo acostamento, sempre tentando ter qualquer vantagem sobre os outros e nunca querendo ficar sujeito às mesmas dificuldades que os outros. No banco, é o cliente que fura fila, ou mesmo que dá um jeitinho de ser atendido antes, por ter algum conhecido no caixa ou funcionário do banco. Os impostos? Sonegar. O voto? Vender. E como empresário? Caixa dois.
Na verdade, corrupto é todo brasileiro. Quem é criado para ser honesto, vive nervoso, irritado, com o tanto de injustiça que vê só ao sair de casa. É chamado de ingênuo, inocente... Porque o normal, o certo, o ideal, é ser desonesto como todo mundo. E ainda tem de desconfiar de todo mundo, em viver em um estado paranoico, neurótico, esquizofrênico, onde o mundo conspira contra si. Tem de trabalhar em dobro, estudar em dobro, ter paciência em dobro, ser talentoso em dobro.
E como confrontar esses dados facilmente observáveis e definitivamente indiscutíveis com a grande maioria cristã? Isto é o pior de tudo, além de intrinsecamente corrupto, o brasileiro é incrivelmente hipócrita. É um povo inculto, invejoso e sem educação – alguém pode vir aqui me acusar de me achar melhor que o brasileiro mesmo sendo brasileiro, e digo que está certo, sou melhor sim. Fui muito bem educado por minha mãe.
Então, qual é a solução? Essa reforma política vai mudar alguma coisa? O brasileiro vai aprender a votar em gente honesta? Duvido. O Brasil é um país sem futuro e condenado a uma guerra civil que chegará em breve, caso as coisas não comecem a mudar.
A reforma que precisa ser feita não é na política, é no brasileiro. Não digo que precisamos de um dilúvio, porque não sou judeu, mas se aparecesse alguém bem intencionado que fizesse uma verdadeira revisão de todo sistema educacional sem querer saber da existência de Paulo Freire, aí as coisas podem começar a mudar. A mudança que o Brasil pode ter é daqui a pelo menos uns vinte ou trinta anos, num país dos nossos filhos e netos.
Já que isso não vai acontecer, já que o brasileiro não pensa no futuro, já que nós só queremos políticas imediatas e de resultados prontos, o país, cada vez mais em derrocada moral, tende a atingir níveis abissais. Infelizmente somos assim, gigantes pela próprio natureza e nanicos pelo próprio povo.
A inconstitucionalidade do plebiscito para assembléia constituinte derivada e a impossibilidade do poder constituinte originário derivado
Como brasileiro tem memória fraca, provavelmente meus caros leitores, assim como eu, não se recordavam de que esta não é a primeira vez que o governo faz uma proposta de constituinte exclusiva para reforma política. Uma proposta intrinsecamente contraditória e flagrantemente inconstitucional, que o PT vem trazendo com cada vez mais forças, só que agora com uma propaganda relâmpago e massiva de pebiscito assembleia constituinte, que leva as pessoas a dizerem “sim” sem ao menos saberem quanto absurda e golpista é esta proposta.
Em 2006, Lula consultou a OAB para enviar uma proposta de emenda constitucional propondo uma assembleia constituinte exclusiva para reforma política. Três anos mais tarde, essa proposta é apresentada pelo deputado Marco Maia, também do PT. Trata-se da PEC 384, que tinha como ementa convocar assembleia constituinte para revisar os dispositivos da Constituição Federal relativos ao regime de representação política. A última vez foi ano passado, logo depois das manifestações de junho, quando a presidente Dilma lançou a proposta, até que agora, entre os dias 1º e 7 de setembro, o terror bate novamente à porta de quem conhece um pouco de Direito e de PT.
A assembleia constituinte é de caráter revolucionário, pois ela rompe totalmente com o sistema anterior vigente e estabelece um novo. A Constituição Federal de 1988 foi assim, foi posterior ao fim do regime militar, findado em 1985, tendo a Assembleia Nacional Constituinte iniciada em 1987, resultando na bela Carta Política que temos, firmando a democracia e buscando deixar longe tudo que se passou anteriormente, principalmente garantindo os direitos fundamentais. Desse modo, a assembleia, que é revolucionária, tem amplos poderes, trata-se do poder constituinte originário, que é ilimitado, autônomo e incondicionado.
Depois disso, tem-se o poder constituinte derivado, que é decidido e limitado pelo originário. Assim aconteceu aqui no nosso ordenamento jurídico-constitucional. O legislador constituinte originário delimitou as possibilidades de reformas da Carta, de forma que num primeiro momento, o art. 3º do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) previu que após cinco anos de sua promulgação, a Constituição poderia ser revisada pelo voto da maioria absoluta dos membros do congresso nacional, o que foi feito, dando assim origem às quatro primeiras emenda. Findado esse prazo foram vedadas novas revisões. Repito: foram vedadas novas previsões.
A partir disso, a Constituição não pode ser mais revisada, podendo ser tão somente reformada em seu conteúdo por meio de emendas constitucionais, aprovadas pelas duas casas do Congresso Nacional, por três quintos dos votos dos respectivos membros (art. 60, §2º, da CF). Essa é a limitação formal. Existe ainda a limitação material, quanto ao conteúdo, de forma que as emendas podem versar, desde que não tendam a abolir seu conteúdo, sobre forma federativa do Estado; sobre o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos poderes e os direitos e garantias individuais. Assim foi o entendimento do STF, quando, em 1997, decidiu que “Ao Poder Legislativo, federal ou estadual, não está aberta a via da introdução, no cenário jurídico, do instituto da Revisão Constitucional” (ADI 1.722-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 10-12-98, DJ de 19-9-03).
Entretanto, em virtude do aparelhamento do Estado praticado pelo governo do PT, não se é de nada estranho que, em posterior julgamento, o Supremo Tribunal Federal venha a ter entendimento diverso e afirme ser plenamente constitucional o instituto da revisão, aprovando um plebiscito para dar origem a um “poder constituinte originário derivado”, o qual pode, sem mais nem menos, simplesmente por ser assembleia constituinte, dar a si plenos poderes e, em vez de fazer uma “simples” inconstitucional revisão da constituição a fim de reforma política, pratique um verdadeiro Golpe de Estado sem armas.
É de muito se estranhar, portanto, que o partido que tem os maiores escândalos de corrupção da história desse país, haja vista que não é somente o “mensalão”, que envia dinheiro para Cuba, que faz propaganda política para Hugo Chavez e posteriormente Nicolás Maduro, que anda de mãos dadas com ditadores, recebendo-os de braços abertos no nosso território, que permitiu o índice de homicídios alcançasse nível estarrecedor de 70 mil ao ano, que rebaixou a educação brasileira a uma das piores do mundo, que prende toda uma população mais pobre pela barriga, por meio de medidas assistencialistas totalmente eleitoreiras e, para tentar dar cabo a esta lista, instrumentaliza a própria polícia federal para destruir reputações e utiliza dos próprios computadores para fomentar informações falsas sobre adversários políticos, tenha qualquer boa intenção que seja com essa assembleia constituinte derivada.
Assembleia constituinte? O quê?
http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/noticia/o-pt-e-o-plebiscito-popular-da-constituinte







